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O legado por trás da carreira inesquecível de Sheilla Castro

O começo de tudo


Sheilla Castro nasceu dia 1 de julho de 1983 em Belo Horizonte, onde iniciou a dar seus primeiros passos para se tornar uma das melhores jogadoras de vôlei de todos os tempos. Logo aos 13 anos, Sheilla fez um teste para o Mackenzie, clube pelo qual se profissionalizou, mas desde antes disso, a futura bi campeã olímpica já se destacava nas quadras. Ela defendeu a seleção mineira juvenil de vôlei e foi campeã da seleção brasileira juvenil na sul-americana e no mundial.


O primeiro clube em que jogou profissionalmente foi o Mackenzie, mas no fim de 2000 Sheilla Castro que nessa época tinha 17 anos, trocou de clubes em Belo Horizonte e passou a defender o MRV/Minas, o tradicional clube mineiro naquela época, contava com grandes nomes como a levantadora Fofão e a jogadora romena Cristina Pirv. Em 2002, Sheilla Castro fez parte da equipe campeã da Superliga com vitória sobre o BCN/Osasco, comandado naquela época pelo atual técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães.



O começo na seleção brasileira

Nesse mesmo ano, Sheilla Castro foi convocada pela primeira vez para disputar seu primeiro campeonato mundial pela seleção brasileira, naquela época comandado por Marco Aurélio Mota. Neste mundial o Brasil ficou em 7 lugar e Marco Aurélio foi substituído pelo José Roberto Guimarães, que já havia sido campeão olímpico pela seleção masculina em 1992, reintegrou as principais jogadoras da seleção e com isso, Sheilla não foi convocada para os jogos olímpicos de Atenas em 2004.

O retorno da oposta na seleção brasileira aconteceu em 2005, nesse mesmo ano, Sheilla Castro ajudou o time a conquistar o Sul-Americano e o Grand-Prix. Em 2006 o Brasil voltou a levar o título do Grand-Prix, com Sheilla sendo eleita MVP do torneio, ainda nessa temporada, a seleção brasileira foi vice-campeã mundial, após perder de 3 sets a 2 para a Rússia. Já em 2007, o Brasil teve a frustração de perder a final dos Jogos Pan-Americanos do Rio para a Seleção Cubana. Outro vice-campeonato aconteceu na Copa do Mundo de Vôlei, após derrota para a Itália.


Sheilla e seu título de MVP em 2006.


Nesse meio tempo, Sheilla jogava na liga Italiana e foi contratada pelo Scavolini Pesaro onde passou 4 anos na liga Italiana de voleibol e jogou com a ponteira Mari e teve como técnico José Roberto Guimarães, foi campeã italiana de voleibol e venceu a Copa CEV, tradicional torneio europeu interclubes.


O primeiro ouro

O ano de 2008 ficou marcado na história da seleção brasileira feminina de vôlei, foi um ano de muitas conquistas, ganharam o Grand Prix e a primeira medalha olímpica de ouro, nos Jogos de Pequim 2008. Após o time vencer os 5 jogos da fase inicial, a equipe que era comandada por José Roberto Guimarães bateu a China e o Japão por 3 sets a 0 nas semifinais e nas finais, respectivamente.

Na disputa pelo ouro, o Brasil derrotou os Estados Unidos por 3 sets a 1 deixando na lembrança de todos a geração de Sheilla, Fofão, Fabi, Mari, Paula Pequeno, Fabiana, Jaqueline, Carol, Thaísa, Walewska, Valeska e Sassá.



O bicampeonato olímpico

O bicampeonato olímpico não demorou muito para acontecer, veio quatro anos depois em Londres 2012 mas não foi tão fácil como da primeira vez. O time passou aperto na primeira fase ganhando apenas 3 jogos de 5, o time comandado ainda por Jose Roberto Guimaraes parecia longe do ouro. Nas quartas de finais o duelo histórico entre Rússia e Brasil, jogo que marcou a carreira de Sheilla Castro para sempre. O Brasil começou perdendo de 2 a 0,

mas recuperou os dois sets, levando ao quinto e último set, foram 5 set points para a Rússia, Sheilla converteu todos e o Brasil derrotou a Rússia por 3 sets a 2, foi uma vitória como se já tivessem ganhado o ouro. Nas semifinais, a classificação foi bem mais tranquila, 3 sets a 0 sobre o Japão. E o segundo ouro olímpico veio com a vitória sobre os Estados Unidos por 3 sets a 1. As amarelinhas foram campeãs olímpicas pela segunda vez. Sheilla, Fabi, Fabiana, Paula Pequeno, Jaqueline e Thaísa comemoraram seu bicampeonato olímpico, enquanto Dani Lins, Adenízia, Natália, Fê Garay, Tandara e Fernanda subiram ao pódio pela primeira vez.


O começo do fim

Após o bi campeonato olímpico, a seleção brasileira de vôlei era uma das grandes esperanças para o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O início foi bastante animador com vitórias nos 5 jogos na primeira fase, porém tudo mudou depois da frustrante derrota para a China por 3 sets a 2, nas quartas de final e o sonho do tricampeonato teve que ser adiado.

Depois da eliminação, Sheilla anunciou a aposentadoria da seleção. Durante o período afastada das quadras, não só um, como dois novos amores nasceram na vida de Sheilla Castro: o nascimento das gêmeas Liz e Ninna. Foram 3 temporadas distante das quadras, até que em 2019 a oposta assinou contrato com o Minas e foi convidada por José Roberto Guimarães para retomar a seleção brasileira. Em uma entrevista ela disse: “Estou super empolgada com essa minha volta. Foram três temporadas que passaram voando. Porque eu tinha o objetivo de engravidar e depois que engravidei eu queria ficar esse primeiro tempo integral com as minhas filhas. Mas agora a minha empolgação, a minha vontade de vê-las me assistindo, me vendo da arquibancada…eu acho que eu tenho uma força extra agora para eu jogar e quero que chegue logo esse momento”


Em agosto de 2019, Sheilla voltou a defender a amarelinha em amistosos contra a Argentina, e começou a fazer parte dos planos para os Jogos Olímpicos de Tóquio, planos que não foram adiante, já que José Roberto Guimarães optou por não convocar a oposta para os Jogos Olímpicos.


O fim das quadras para Sheilla Castro

Em 2021 Sheilla anunciou que iria sair das quadras e começar o seu trabalho na comissão técnica no clube onde jogou por muito tempo, o Minas Tenis Clube. Sheilla anunciou um tempo depois que iria jogar o campeonato americano pelo Athletes Unlimited (AU). O campeonato aconteceu do dia 26 de fevereiro a 4 de abril. Foi depois disso que Sheilla Castro anunciou sua aposentadoria do vôlei para sempre. Ela vai deixar as quadras como jogadora, mas pretende continuar estudando para fazer parte da comissão técnica e ajudar novas meninas a conquistar títulos no voleibol.



Uma das atletas mais vitoriosas de todo o voleibol, Sheilla Castro coleciona 36 títulos em sua carreira, sendo os mais importantes: o bicampeonato olímpico e 7 vezes campeã no Grand Prix pela seleção brasileira. Por clubes, a oposta tem dois títulos da Superliga Feminina, além de um Mundial de Clubes.

Sheilla Castro deixa um legado muito importante para todas as suas companheiras de quadra e fãs, desde o dia em que pisou nas quadras, Sheilla brilhou muito e fez um caminho com muitas conquistas e por isso, é considerada a melhor do mundo até agora.


O seu legado:

Não acho que seja preciso dizer novamente como Sheilla Castro marcou as quadras de voleibol para sempre, com a sua excelente performance durante todos esses anos. Mas há algo em Sheilla que poucos outros jogadores têm, e isso é um dos fatores que faz Sheilla Castro ser considerada a melhor do mundo. Sua atitude dentro de quadra. Ela não é apenas uma excelente jogadora tecnicamente, mas ela também tem uma capacidade de ver e enxergar o jogo que poucas jogadoras têm, como ela consegue ter a cabeça dentro do jogo, mesma quando o time está perdendo, como foi o caso das quartas de final Londres 2012, onde o time começou perdendo e sheilla efetuou os 5 set points pro Brasil. Em uma entrevista, ela disse: “Já recebi mensagens até em DM [mensagem direta, na tradução] de Instagram e Twitter falando: ‘obrigada, você me tirou da depressão’. É uma responsabilidade muito grande. Mas é uma felicidade poder falar que eu consegui ajudar. Claro que eu sou feliz com as minhas medalhas, mas essas marcas me deixam feliz de pensar minha carreira inteira.”. Ela quer continuar ajudando outras jogadoras de vôlei e pretende sim continuar no voleibol, porém agora fora das quadras como técnica, e vem fazendo cursos e estudando muito para melhorar sua performance nessa área.


Atualmente Sheilla Castro está atuando na parte da comissão técnica do Minas Tênis Clube, onde jogou grande parte da sua carreira. Ela ajuda as jogadoras com os treinamentos e inspira diariamente novas gerações do voleibol.




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